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A Polícia Militar do Piauí, por meio do Comando de Policiamento Comunitário (CPCOM), finalizou, nessa quinta-feira (23), o II Curso de Capacitação ao Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar. Mais de 100 policiais militares foram capacitados para atuar na Patrulha Maria da Penha e em seus serviços.
De acordo com a coronel Elza Rodrigues, comandante do CPCOM, a meta de descentralizar a patrulha da capital já foi atingida, com a implantação das bases de Piripiri, Parnaíba, Floriano e Picos. Com o curso e os novos formados, o objetivo é levar o serviço para os batalhões de todo o estado.

"É de fundamental importância, pois vai contribuir para a expansão da Patrulha Maria da Penha em outros batalhões do interior do estado. Nossa meta já foi atingida, que era descentralizar para as cidades de Piripiri, Parnaíba, Picos e Floriano. Já aconteceu e agora vamos expandir para outros municípios, outros batalhões. O curso foi decisivo, os policiais se sensibilizam pela integridade da mulher", disse.
Até o fim deste ano, cada batalhão do interior do estado vai contar com o serviço da Patrulha Maria da Penha 24 horas, é o que garante o comandante Geral da PMPI, coronel Scheiwann Lopes.
“Nós saímos de duas Patrulhas Maria da Penha, neste ano, para mais de 18 unidades no interior. Estamos levando a Patrulha Maria da Penha para todos os municípios do Piauí. Todos os batalhões do interior terão uma guarnição da Patrulha Maria da Penha composta por policiais militares 24 horas à disposição das nossas mulheres e com a viatura lilás, tanto para garantir a prevenção quanto para o acompanhamento das medidas protetivas", enfatiza.
Cerca de 318 mulheres são assistidas pelo serviço no Piauí. Por meio da patrulha, muitas mulheres vítimas de violência se encorajam para denunciar e aprovam a assistência recebida pelo serviço oferecido pela PMPI.
“Sou acompanhada pela Patrulha Maria da Penha, particularmente, no início, eu não quis dar parte. Eu vivia sofrendo tortura psicológica e verbal. Aí muitas pessoas chegaram a me aconselhar. Então, quando ele agredia só a mim, eu estava recuando, mas quando ele passou a agredir o meu filho, isso ele fez para me atingir. Eu saí do meu emprego, passei cerca de 22 anos passando por isso, até quando eu decidi colocar um ponto final nessa história. Aí fui atrás de ajuda e fui muito bem recebida, muito bem acompanhada, todas as semanas a patrulha passava na minha casa, me acompanhando, perguntado o que eu precisava, o que estava faltando e acontecendo”, explica Francinete, assistida pela patrulha.
Para as assistidas, a Patrulha Maria da Penha é sinônimo de amor, de amparo e de fortaleza.
“O que eu tenho a dizer da Patrulha Maria da Penha é só agradecer porque desde o início eu fui amparada psicologicamente. A equipe está de parabéns. Eu recebi amor e atenção. A mulher que está em situação de risco precisa acreditar na equipe que faz a Patrulha Maria da Penha, acreditar na PM. E é isso que eu peço a vocês. O apoio psicológico é fundamental. Quando a gente pede socorro, a gente só acredita em vocês [profissionais da Patrulha Maria da Penha]. É o que a gente tem para se agarrar, é na Polícia e na Justiça. E que esse serviço se estenda para o interior. Nós somos fortes e guerreiras e temos o apoio da patrulha para nos tornarmos mais fortes ainda”, finaliza a assistida.
Fonte: ASCOM/PI.GOV

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