Sinpolpi registra 320 homicídios no Piauí no primeiro semestre de 2018

Um aumento de quase 10% quando comparado com o mesmo período do ano passado, em que foram registrados 293 assassinatos.

O Sindicado dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) realizou pesquisa para apurar dados sobre os homicídios ocorridos no Estado no período que compreende os seis primeiros meses de 2018. Os dados do Instituto de Medicina Legal (IML) da capital também compõem a pesquisa.

A pesquisa é realizada todos os anos e, para fins estatísticos, o sindicato divulga a atualização dos dados a cada seis meses. O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, destaca a importância dessa divulgação para que, tanto o governo quanto a sociedade, tenham ciência sobre a atual situação da segurança no Estado.

"Ao analisar e comparar os seis primeiros meses desse ano com os do ano passado, podemos ver o aumento nos índices gerais, tanto da capital quanto do interior. Mais pessoas estão sendo assassinadas diariamente no Piauí, queremos que as autoridades se alertem para isso, pois não podemos permitir que a criminalidade e assassinatos se tornem fatos corriqueiros no dia a dia da população", comenta o presidente.

Segundo a pesquisa, nos primeiros seis meses do ano, o Piauí registrou 320 homicídios. São mortes que, em grande maioria, são ocasionadas por acerto de contas, execuções, discussões, latrocínios e crimes passionais. O número atual apresenta um aumento visível quando comparado com os dados do mesmo período do ano passado, pois no primeiro semestre de 2017 o número ficou em 293 mortes.

Em análise, constatou-se que que cerca de 75% das pessoas que foram assassinadas são jovens de até 29 anos, e destes, a grande maioria são homens que já foram envolvidos com algum tipo de crime.

Mulheres

O Sindicato também registrou aumento dos casos de feminicídio – quando o companheiro ou pessoas que tenham ligação com a vítima praticam o ato por questões de gênero, ou seja, matam a mulher apenas por ela ser mulher –, Constantino Júnior considera alarmante que do registro de 36 mulheres assassinadas nos seis primeiros de 2018, cerca de 90% sejam casos de feminicídio, principalmente quando os dados são comparados com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 19 homicídios contra mulheres.

“É preciso haver uma política pública para esses casos. Atualmente, em Teresina, existem quatro delegacias especializadas no atendimento à mulher, uma na região Norte, outra na região Sul, outra na região Sudeste e uma no Centro da cidade, sendo que, pelo menos três dessas delegacias, em exceção da região Norte, funcionam parcialmente somente durante o dia. Com o visível aumento nos casos, não entendemos o motivo do governo do Estado não investir para que essas delegacias possam funcionar 24h por dia nos prédios que já existem na capital e, ainda, levar esse espaço para mais cidades do Piauí”, expôs o presidente.

Teresina

A capital piauiense registrou um elevado número de homicídios nos seis primeiros meses do ano, 215 é o total de mortes.

Ainda sobre Teresina, os dados apontaram que no ano de 2018 a Zona Sul da cidade foi considerada a mais perigosa, pois obteve maior número nos registros de homicídios, seguida pela região Norte, Leste, Sudeste e Centro da cidade.

Constantino Júnior alerta que esse aumento é o reflexo da atenção que o governo do Estado está destinando para a segurança pública.

"A crise da segurança pública não se limita apenas em Teresina e no Piauí, temos um problema generalizado em todo o país, e nossos representantes não estão dedicando atenção necessária para essa crise. Pessoas inocentes estão sendo mortas todos os dias, o policiamento investigativo e o ostensivo precisam ser reforçados, e as condições de trabalho precisam ser melhoradas. A segurança pública merece atenção especial. A população necessita de um Estado seguro.", alerta o presidente.

Após Teresina, a segunda cidade mais populosa do Estado ficou também como a mais perigosa. Parnaíba registrou números elevados e frequentes de homicídios em todos os seis primeiros meses do ano. Além disso, os municípios de José de Freitas, Pedro II e Floriano aparecem nas estatísticas com os maiores registros de assassinatos.

Fonte: Sinpolpi

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Encerrada em 30/11/2017 17:07

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