MP/PI vai interpelar o empresário que declarou que pagou propina no PI

A declaração do empresário Artur Feitosa Filho caiu como uma bomba. 02 inquéritos são abertos para investigar quem recebeu propina de Artur

O Ministério Público Estadual do Piauí vai abrir dois inquéritos para investigar o conteúdo das declarações de empresário da construção civil Artur Feitosa Feitosa que declarou em uma reunião que de políticos e empresários que paga propina do porteiro até as autoridades no Piauí.

Foto: Pauta Judicial/Telsirio AlencarPresidente da APEOP, Artur Feitosa Filho
Presidente da APEOP, Artur Feitosa Filho

A declaração do empresário ocorreu numa  reunião de empresários da Fecomércio em Teresina realizada nesta segunda-feira (28/05) que contou com a presença da vice-governador Margarete Coelho e do senador Ciro Nogueira, do Progressistas, além de políticos como ex-governador Zé Filho (PSDB) e o deputado federal Júlio César (PSD), foi marcada pelo tom de desabafo e críticas de empresários como Artur Feitosa, da Associação Piauiense de Construtores de Obras Públicas, contra o governo de Wellington Dias (PT).

Num tom de desabafo do presidente da Associação dos Construtores Artur Feitosa Filho declarou nas presenças da vice governadora Margarete Coelho e do presidente Nacional do PP senador Ciro Nogueira Filho, que pra receber dinheiro em órgãos público do estado tem que ter a contra proposta, a propina.

Artur declarou em vídeo que foi e é eleitor do senador Ciro Nogueira que por ironia ou não de sua fala,   o senador piauiense é hoje um dos homens públicos mais investigados. Ciro está na mira da força tarefa da Lava Jato acusado de ter recebido mala de dinheiro.

Diante do fato posto publicamente, nossa reportagem  buscou informação junto ao Ministério Público Estadual do Piauí. Em entrevista concedida pelo  Promotor de Justiça Fernando Santos, responsável pela promotoria de patrimônio público do MPE, ele disse com exclusividade ao pauta Judicial que já está sendo providenciado na manhã de hoje, 29/05, a abertura de dois Inquéritos baseado na fala do empresário que afirmou que paga propina a agentes públicos no Piauí.

O Promotor disse à nossa reportagem que o empresário vai ter que explicar ao Ministério Público pra quem ele pagou propina no Piauí e quanto cada um recebeu. “Na verdade são dois Inquéritos que serão abertos aqui no ministério público. Um vai ser um inquérito civil público por improbidade e o outro um inquérito penal”, ressaltou o promotor Fernando Santos.

Santos adiantou que hoje  são quatro promotores competentes para abrir os inquéritos. “Por essa razão, hoje ainda será encaminhado para a distribuição do MP/PI, no sentido de saber pra quem será sorteado os procedimentos para a abertura dos inquéritos”, informou o Fenando Santos.

Os promotores que formam essas promotoria são os seguintes: Promotora Ana Isabel Mota Dias, Promotora Luiza Lacerda, Promotor Fernando Santos e o Promotor Edson Farias.

Depois de feita a distribuição, as portarias serão baixadas para os procedimentos iniciais de abertura de cada inquérito. Se o empresário resolver abrir a caixa preta do submundo do crime das propinas no Piauí, o empresário Artur Feito Filho vai entrar para história do estado como o primeiro empresário delator.

A declação bombástica de Artur Filho deverá ecoar por toda extensão da Avenida João XXIII, passando pelo Ministério Público Federal até à sede da Policia Federal nas próximas horas. É que além de obras do tesouro estadual, muitas obras são construidas também com recursos federais no Piauí.

Nossa reportagem vai ouvir o MPF para tratar do tema que antes, era ocorria apenas entre quatro paredes. Mas que agora, já existe caso concreto publicamente.

O TEXTO ABAIXO É DA FALA DO EMPRESÁRIO ARTUR FEITOSA:

“No Piauí só se faz alguma coisa se for com recursos de repasses federais, ou de Governo, ou fundo perdido, seja lá como for. O Governo do Estado não consegue honrar nenhum compromisso com o empresário da construção civil que trabalha com obras públicas. Sou empresário e tenho obra com Estado também”.

“Obra de infraestrutura do Governo de Wellington Dias não existe (…)  A burocracia é um negócio terrível. A propina que precisamos pagar até para os porteiros das secretarias do Estado isso tem que acabar, porque isso acaba com as empresas, especialmente as pequenas. (…) Estive muito perto de fechar este ano e precisava de coragem para poder falar sobre isso. Precisa mudar a gestão da coisa pública no Piauí, temos 90 ordenadores de despesa. Como consegue controlar Estado com 90 pessoas assinando ordem de despesa?”

Nossa reportagem tentou ouvir o empresário Artur Feitosa mas não logramos êxito. Mas em respeito ao contraditório, o Pauta Judicial já deixou o espaço assegurado para o empresário aqui citado. 

Fonte: REDAÇÃO

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Encerrada em 30/11/2017 17:07

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