Falta de informação pode anular auto de infração, decide Carf

“O lançamento está anulado em razão da deficiência na atividade da autoridade fiscal  em identificar o fato gerador como vício de natureza formal, o que consiste em vício irreparável ao lançamento”.

Quando a fiscalização deixa de colocar no relatório fiscal todas as informações necessárias para plena compreensão dos fundamentos, bem como a ocorrência do fato gerador das contribuições lançadas, o lançamento fiscal deve ser considerado nulo. Assim fixou a 2ª Turma a Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Foto: DivulgaçãoFalta de informação pode anular auto de infração, decide Carf
Falta de informação pode anular auto de infração, decide Carf

O acórdão foi publicado na quinta-feira (10/1). No voto, a relatora, conselheira Ana Paula Fernandes, afirma que as planilhas da empresa não são claras.

“A verba de ajuda de custo  parece tratar de adicional de transferência que não estão identificados, e na planilha anexa não é possível separar, por exemplo, os valores de custo e diárias”, disse.  

Para a relatora,  o auto de infração analisado conta com a falha da fiscalização em demonstrar a correta comprovação do fato gerador.

“O lançamento está anulado em razão da deficiência na atividade da autoridade fiscal  em identificar o fato gerador como vício de natureza formal, o que consiste em vício irreparável ao lançamento”, disse a relatora.

Divergência
No caso, um relatório fiscal mostrou que contribuições previdenciárias de uma empresa de alimentos baiana  devidas à Seguridade Social foram lançadas como diárias, que excederam em 50% da remuneração dos empregados incluídos os valores considerados pela  empresa como ajuda de custo.

No relatório, a empresa afirma que, no caso de transferência provisória do empregado por período superior a 15 dias, o empregado faz jus a ajuda de custo e não a diárias.

No recurso analisado, a Fazenda alega a divergência em entendimentos anteriores da 3ª Turma da 2ª Seção de Julgamento. “Isso porque, enquanto o acórdão recorrido qualificou como material o vício na descrição deficiente dos fatos geradores, o acórdão paradigma entendeu que tal vício tem índole formal”.

Clique aqui para ler o acórdão.
9202­007.302

Fonte: www.conjur.com.br

Compartilhe este artigo:

Facebook

Enquete

Qual sua opinião sobre porte de armas no Brasil?

  • 5,97%
  • 19,4%
  • 41,79%
  • 4,48%
  • 8,96%
  • 10,45%
  • 7,46%
  • 1,49%

Total: 67 voto(s)

Encerrada em 30/11/2017 17:07

Últimas Notícias

1