Aumenta o número de homicídios no Piauí em 2018, afirma Sinpolpi

Em 2018 foram 646 assassinatos, um crescimento de 4% quando comparado com os dados de 2017, ano com 621 casos de mortes violentas.

Uma pesquisa realizada pelo Sindicado dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) apurou dados sobre os homicídios ocorridos no Estado no período que compreende os 12 meses do ano de 2018. Os dados são baseados em pesquisas do sindicato, tendo como fonte as publicações jornalísticas, nos jornais e portais do Estado, além de dados apurados no Instituto de Medicina Legal (IML) da capital.

De acordo com dados obtidos na pesquisa, foram registradas 646 mortes em todo o Piauí no ano de 2018. Destes, a maioria são resultantes de execuções, acerto de contas e latrocínios.

O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, afirma que essa pesquisa de homicídios já é realizada há alguns anos pelo sindicato, e destaca a importância dos dados divulgados para que a sociedade tenha ciência sobre a atual situação da segurança pública no Estado.

“Se compararmos os números do ano de 2018 (646) com os casos do ano de 2017 (621), percebe-se um aumento nos índices. Situação alarmante que denuncia, da maneira mais violenta, como está a segurança do Piauí. A Polícia Civil é a polícia judiciária e investigativa do nosso Estado, agimos para elucidar crimes e prevenir que não voltem a ocorrer, mas, para isso, precisamos que o governo também contribua, ou seja, ofereça condições dignas de trabalho e melhorias salariais para toda a categoria”, afirma o presidente.

Entre os homicídios, 60 mulheres foram assassinadas, sendo mais de 80% desses casos relacionados ao feminicídio, quando uma mulher é assassinada por questões de gênero, ou seja, alguma pessoa que tenha relação afetiva com a mulher (marido, namorado, filhos, familiares) seja responsável pelo crime. Foram nove mulheres a mais que no ano de 2017, que registrou 51 homicídios, aumento de 18% em um ano.

No número geral de vítimas é possível verificar que a faixa etária predominante está entre os 21 até 45 anos. Estas pessoas, em sua maioria, são envolvidas com drogas e crimes. Nas ocorrências, tanto na capital quanto no inte

Foto: SinpolpiCresce número de homicídios no Piauí
Cresce número de homicídios no Piauí

rior, a arma de fogo é a mais utilizada, representando 47% do total de instrumentos usados para o crime, arma branca representa um total de 27% e os demais instrumentos (espancamento, envenenamento, estupro, etc.) equivalem a 26%.

Teresina

Na capital, foi confirmado aumento nos índices de homicídios comparados ao ano anterior, enquanto em 2017 houveram 412 homicídios, em 2018 o número teve alta de 7%, registrando  440 vítimas de homicídios em Teresina, em sua grande maioria praticados a partir do uso de arma de fogo.

Em relação às Zonas da capital, é possível verificar que os números apontam para a Zona Sul como a mais violenta, seguida pela Zona Norte, Zona Leste, Zona Sudeste e Centro da cidade.

Constantino Júnior alerta para esse aumento no número de casos na capital e afirma que a maneira como o Governo do Piauí está tratando a segurança pública do Estado reflete diretamente nos índices e aumentos nos números de crimes:  homicídios, roubos, furtos, estupros e outros.

"A crise da segurança pública não se limita apenas ao Piauí, temos um problema generalizado em todo o país, e nossos representantes não estão dedicando atenção necessária para essa crise. Pessoas inocentes estão sendo mortas todos os dias, o policiamento investigativo e o ostensivo precisam ser reforçados, e as condições de trabalho precisam ser melhoradas. A segurança pública merece atenção especial", alerta o presidente.

Após Teresina, a segunda cidade mais populosa do Estado ficou também como a mais perigosa. Parnaíba registrou números elevados e frequentes de crimes de homicídios em todos os meses do ano. A região Sul do Estado também apareceu na pesquisa com números alarmantes de aumento dos casos.

Desde o início desse ano o sindicato está organizando movimentos e protestos, com outras categorias de servidores, contra o governo do Estado. Os atos são contra a divulgação da nova tabela de pagamento para o ano de 2019, além da desvalorização salarial que todos os servidores públicos enfrentam no governo. O Sinpolpi convida todos os policiais civis a se fazerem presentes nos movimentos organizados pelo sindicato, assim, as lutas serão fortalecidas e o governo poderá ouvir a categoria.

Fonte: Sinpolpi

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Encerrada em 30/11/2017 17:07

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