Jurista diz em artigo que o judiciário e advocacia alimentam esperança

O Judiciário e a Advocacia são instituições firmes que não naufragaram no caos, pelo contrário, fortaleceram-se pela conduta ética e moral dos seus integrantes, reconhecidos pela sociedade

Um Brasil de esperança

Nunca como agora o Brasil precisou ter esperança. Passada uma tormenta política e uma recessão sem precedentes, o que mais queremos nós brasileiros é avançar para o futuro com uma esperança que nos guie a melhor e seguro lugar. Portanto, não precisamos de esperança vã, mas de um sentimento carregado das possibilidades de transformações sociais positivas, de alterações políticas seguras, de modificações econômicas capazes de inserir mais brasileiros numa realidade socioeconômica favorável.

Foto: Pauta Judicial/Telsirio AlencarÁlvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Ex-Presidente da OAB-PI. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.o
Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Ex-Presidente da OAB-PI. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.o

Trata-se de sentimento cuja fortaleza esteja na vontade coletiva de fazer acontecer um novo país – daí porque a esperança precisa nascer da vontade coletiva, não do determinismo de uma liderança, de um partido, de uma ideologia.

O país recupera-se das crises e o faz muito em razão do esforço de atores que nem sempre ocupam a cena principal. Gente comum, homens e mulheres que cumprem rotinas de uma faina diária de fazer não um país melhor, mas uma vida melhor para si, para sua família, para as empresas em que trabalham ou que dirigem.

Ter brasileiros que constroem esperança e mudam o país com seu trabalho ou seu estudo é em si um dos aspectos que nos deve mover à fé das transformações. Daí porque precisamos avançar para que a governança se torne mais eficiente e que esteja cada vez menos sujeita a humores e ideologias.

Um Brasil que se quer melhor se faz com trabalho, trabalho, mais um pouco de trabalho e um pouco menos de política partidária e muita política de Estado.

No rumo de políticas de Estado e não de governo – aqui entendido como o Poder Executivo – é imperativo que se reforce o papel do Judiciário e do Ministério Público, além de se caminhar no rumo de uma real independência do Legislativo, possível com medidas limitadoras à participação de parlamentares em cargos no Executivo.

Em meio a esse corpo estatal, destaque-se a importância da Advocacia como uma das mais firmes representações sociais a defender o interesse coletivo, o qual precisa ser tratado com desvelo absoluto. Convém lembrar que um dos caminhos desta defesa claramente é o Judiciário, espaço de maior atuação da Advocacia.

O Judiciário e a Advocacia são instituições firmes que não naufragaram no caos, pelo contrário, fortaleceram-se pela conduta ética e moral dos seus integrantes, reconhecidos pela sociedade como instrumentos de salvaguarda dos Direitos e de combate aos desmandos públicos. Resguardá-los é verdadeiramente assegurar neles bastião fundamental das garantias constitucionais, dos direitos civis e da saúde da democracia.

A esses bravos segmentos da vida nacional devemos o pouco de ética e dignidade que ainda nos restam, robustecidos ainda pela atenta atuação do Ministério Público em todos os seus ramos – ainda que seja a Advocacia uma frequente oponente às teses do Parquet.

Álvaro Fernando da Rocha Mota é advogado. Procurador do Estado. Ex-Presidente da OAB. Presidente do Instituto dos Advogados Piauienses.

Fonte: Por Álvaro Mota

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Encerrada em 30/11/2017 17:07

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