TJ/PI quer prevenção para diminuir a criminalidade: Veja pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo Tribunal de Justiça do Piauí em parceria com a Camilo Filho mostra os caminhos do crime que podem serem evitados
A pesquisa realizada em conjunto com oTribunal de Justiça do Piauí́, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF-TJ) e o Instituto Camillo Filho (ICF), através do seu curso de Direito, teve como objetivo, segundo o juiz titular da Vara das execuções Penais da Comarca de Teresina, José Vidal de Freitas Filho, analisar as motivações que ensejaram crimes contra o patrimônio com violência à pessoa no Estado do Piauí́.
Já a Coordenadora de Direito da Camilo Filho, Professora Adriana Ferro disse que após a resposta ao questionário da pesquisa , os resultados foram compilados e transformados em gráficos e tabelas para melhor visualização, estes gráficos foram analisados também em seu aspecto qualitativo.
“Ao proceder a recolha dos dados a partir de um questionário pré-estabelecido, os alunos pesquisadores foram orientados a anotar as observações e falas dos interlocutores da pesquisa, o que gerou um quadro com os depoimentos mais recorrentes, que também foram analisados qualitativamente” informou Adriana Ferro.
Foto: TELSÍRIO ALENCAR/PAUTAJUDICIAL
Professora Adriana Ferro e o Juiz Vidal de Freitas Filho
Quando perguntados sobre o ano da condenação em confronto com a data de nascimento observaram-se as seguintes respostas:
18 e 21 anos, 2 condenados, 22 e 25 anos- 9 condenados; 26 e 30 anos- 5 condenados, 31 a 35 anos – 6 condenados, 36 e 40 anos- 3 condenados, 40 anos – 2 condenados um não declarou a idade.
Por estes números é possível perceber que o perfil da idade dos que cometem crime contra o patrimônio com violência a pessoa é de pessoas jovens. 16 deles, ou seja, mais da metade, tinham menos de 30 anos na data da condenação, sendo então bem mais novos quando cometeram o delito.
ACADEMICA DE DIREITO DA CAMILO FILHO VITÓRIA JORDANIA COMENTOU A PESQUISA:
Sobre o grau de escolaridade, foi declarado:
11 dos entrevistados declararam que possuíam apenas o ensino fundamental incompleto; 2 possuíam o ensino fundamental completo;
7 o ensino médio incompleto; 6 o ensino médio completo; 2 o ensino superior incompleto; Havia ainda a opção ensino superior completo mas não foi marcada por nenhum dos entrevistados.
Sobre a relação familiar, atualmente:
9 declararam que moram com uma companheira, e entre eles 5 moram também com os filhos; 6 moram com os pais, com a mãe e com irmãos, em um núcleo familiar pequeno; 11 moram com outros parentes que variam da esposa e seus pais, sobrinhos, sogra, avós, formando núcleos familiares extensos; 1 mora só, e 1 não declarou com quem mora atualmente
Ainda sobre a relação familiar foi questionado sobre se eles tinham filhos que não moravam com eles: 9 deles afirmaram que possuíam filhos que não moram com eles, o restante ou não possuía filhos ou estavam morando com eles.
Foto: TELSÍRIO ALENCAR/PAUTAJUDICIAL
Estudantes de Direito da Camilo e o Juiz Vida de Freitas Filho
Uso de álcool:
Foi observado, entre os sujeitos da pesquisa, que a grande maioria fez ou faz uso de álcool: Apenas 1 declarou que nunca bebeu substancia alcoólica. 5 declararam que bebiam na época do fato que ensejou sua condenação, mas que atualmente não bebem mais. 22 afirmaram que bebiam na época do crime que continuam a fazer uso de bebida alcoólica atualmente.
Em relação ao consumo de bebida alcoólica na época do crime:
27 declararam que bebiam. 15 afirmaram que bebiam bastante, a ponto de perder o controle sobre seus atos, 12 declaram que bebiam eventualmente e que mantinham o controle sobre seus atos.
Diante dos dados da pesquisa realizada pelo o Tribunal de Justiça do Piauí através da vara das Execuções Penais de Teresina, em parceria com o Instituto Camilo Filho, é visível que os apenados que habitam sistema prisional do Piauí é composto em quase cem por cento por pobres e miseráveis.
Foto: TELSÍRIO ALENCAR/PAUTAJUDICIAL
Professora Adriana Ferro da Camilo Filho e o Juiz Vidal de Freitas Filho
O Juiz titular das Execuções Penais disse que esses números mostra claramente, a falta de politicas públicas e que sentido maior da pesquisa é fazer um alerta a sociedade no sentido de que esses crimes podem serem evitados se todos buscarem fazer sua parte.
“Temos que prevenir para que a violência não se alastre cada vez mais em nosso estado”, alertou o Vidal Filho, juiz da VEP de Teresina.
Foto: TELSÍRIO ALENCAR/PAUTAJUDICIAL
Estudantes de Direito da Camilo Filho e a Coordenadora do Curso Adriana Ferro.
De acordo com a PM, a equipe realizava patrulhamento de rotina na Rua Dona Amélia Rubi quando visualizou dois indivíduos em atitude suspeita transitando em uma motocicleta modelo Pop 110, sem placa.
De acordo com o coordenador do DRACO, delegado Laércio Evangelista, a operação representa mais um passo no enfrentamento às organizações criminosas no estado.