Direitos humanos da OAB/PI e PM/PI, ajudam na formação de praças
Alunos em formação para ingresso nos quadros dos policiais militares do Estado do Piauí receberam orientação dos direitos humanos da Ordem
Em parceria com a Polícia Militar do Piauí, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI realizou, na manhã desta quinta-feira (25), uma roda de diálogos com alunos em formação para ingresso nos quadros dos policiais militares do Estado. O evento contribuiu com a formação e atuação dos futuros profissionais da segurança pública pautando como alicerce a garantia dos direitos humanos.
Os alunos foram acolhidos no auditório da Escola Superior de Advocacia do Piauí (ESA-Piauí) pelo presidente da Ordem no Piauí, Chico Lucas. “A convivência em harmonia entre instituições deve ser cumprida. É muito salutar a realização de eventos como esse que estreitam as nossas relações. Falar de direitos humanos é tratar de tudo que diz respeito ao indivíduo enquanto cidadão e a forma como ele se expressa, ou seja, é fundamental”, colocou o presidente da OAB-PI, Chico Lucas.
Em sua fala, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marcelo Mascarenhas, recordou que em 2018 a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos, quando ao final da II Guerra Mundial, as nações se comprometeram definitivamente com a promoção da dignidade humana em todos os lugares.
“É oportuno relembrar que os direitos humanos são para todos em tempos de desafios crescentes em que a discriminação e a violência ainda vitimam nossa sociedade. Assim como a Polícia Militar, toda atuação do Estado deve ser espelhada nos princípios dos direitos humanos, porque o Estado detém a bandeira da força. Quando não atua conforme os direitos humanos, ele corre o risco de se tornar arbitrário, autoritário. Os direitos humanos devem ser o alicerce para todo o progresso”, afirmou Marcelo Mascarenhas.
Foto: TELSÍRIO ALENCAR/PAUTAJUDICIAL
Advogados Marcelo Mascarenhas e Angélica da CDH da Ordem, Cel Rogério Almeida e alunos de formação da PM/PI
Após a abertura, a turma de futuros policiais militares presente participou de uma roda de diálogos com a presença do vice-presidente da OAB-PI, Lucas Villa, da integrante da Comissão de Direitos Difusos e Coletivos, Geysa Costa, do presidente da Comissão de Direitos Humanos e da integrante Angélica Coelho.
Durante o debate, o vice-presidente da casa debateu sobre as distorções do senso comum sobre os direitos humanos. Normalmente, quando os direitos humanos são colocados em pauta, a maioria das pessoas iniciam uma sequência de ataques no sentido de dizerem que os direitos humanos só servem para defender a parte das pessoas à margem da sociedade. “Os direitos humanos são também para as vítimas e para os policias. Por isso devemos conversar sobre a história dos Direitos Humanos e seus fundamentos, entendendo porque são tão importantes que se conheçam, se respeitem e se protejam”, afirmou Lucas Villa.
Representando a Polícia Militar o coronel Rogério Almeida agradeceu a oportunidade de aprendizado com os advogados da OAB-PI. “A OAB tem um papel fundamental no exercício da democracia do Brasil. Agradecemos o apoio da Ordem pelo acolhimento e abertura ao diálogo”, finalizou o coronel.
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Todo o material recuperado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para a realização dos procedimentos cabíveis. A PM-PI segue investigando o caso para identificar e localizar os suspeitos.
O objetivo principal da "Operação Cerco Fechado" foi reduzir os índices de criminalidade no estado, desarticulando grupos criminosos e tirando de circulação pessoas envolvidas em atividades ilícitas.