Sindicato divulga dados de homicídios no PI de 2017: 621 mortos

Uma pesquisa realizada pelo Sindicado dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) apurou dados sobre os homicídios ocorridos no Estado no período que compreende os 12 meses do ano de 2017. Os dados são baseados em pesquisas do sindicato tendo como fonte as publicações jornalísticas, nos jornais e portais do nosso Estado, além de informações apuradas no Instituto de Medicina Legal (IML) da capital, que complementam a pesquisa.

Foto: Reprodução
Sinpolpi divulga dados de homicídios no Piauí de 2017

De acordo com dados obtidos na pesquisa, foram registradas 621 mortes em todo o Piauí no ano de 2017. Destes, a maioria são resultantes de execuções, acerto de contas, tendo como a draga o principal fator gerador, acertos de contas, discussões com bebedeiras, crimes passionais e latrocínios. 

O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, afirma que essa pesquisa de homicídios já é realizada há alguns anos pelo sindicato, e destaca a importância dos dados divulgados para que tanto o governo quanto a sociedade tenham ciência sobre a atual situação da segurança pública no Estado.

“Se compararmos os números de 2017 (621 homicídios) com os de 2016 (630 homicídios), podemos perceber que houve uma pequena queda nos índices, mas os dados continuam alarmantes e entendemos que a sensação de insegurança está crescente na população do Estado. Nós que fazemos a polícia judiciária e investigativa do Estado queremos agir para elucidar crimes e prevenir que não voltem a ocorrer, mas para isso precisamos que o governo também contribua, ou seja, faça a sua parte,  oferecendo condições dignas de trabalho e salariais para toda a categoria”, relata o presidente.

Entre os homicídios, foram confirmados 51 feminicídios, situação em que mulheres são assassinadas por questões de gênero, em que companheiros, maridos, filhos, familiares ou amigos matam, muitas vezes, motivados por ciúmes ou, até mesmo, sem motivos aparentes.

No número geral de vítimas é possível verificar que a faixa etária predominante está entre os 14 e 29 anos, pessoas de baixa renda e escolaridade, sendo que, a maioria envolvido no mundo do crime, o instrumento utilizado para os crimes na grande maioria, é a arma de fogo, em seguida arma branca, espancamento e outros.

Teresina

Na capital, foi confirmado aumento nos índices de homicídios comparados ao ano anterior, enquanto 2016 houve 346 homicídios, em 2017 o número teve alta e foram registrados 412 vítimas de homicídios em Teresina, ou seja, um aumento de 19%. Destes, a grande maioria praticados a partir do uso de arma de fogo.

Em relação as quatro zonas da capital, é possível verificar que os números apontam para a Zona Norte como a mais violenta, a partir da análise do número de homicídios ocorridos, seguida pela Zona Sul, Zona Leste, Zona Sudeste e Centro da cidade.

Constantino Júnior alerta para esse aumento no número de casos na capital e afirma que a maneira como o Governo do Piauí está tratando a segurança pública do Estado reflete diretamente nos índices e aumentos nos números de crimes:  homicídios, roubos, furtos, estupros e outros.

"A crise da segurança pública não se limita apenas ao Piauí, temos um problema generalizado em todo o país, e nossos representantes não estão dedicando atenção necessária para essa crise. Pessoas inocentes estão sendo mortas todos os dias, o policiamento investigativo e o ostensivo precisam ser reforçados, e as condições de trabalho precisam ser melhoradas. A segurança pública merece atenção especial", alerta o presidente.

Após Teresina, a segunda cidade mais populosa do Estado ficou também como a mais perigosa. Parnaíba registrou números elevados e frequentes de crimes de homicídios em todos os meses do ano. Além disso, os municípios de Altos, Piripiri, Picos e Floriano aparecem nas estatísticas com os maiores registros de assassinatos.

Em decorrência de inúmeras denúncias realizadas por parte da diretoria executiva do Sinpolpi, contra o governo do Estado, a categoria decidiu se manifestar politicamente. Declarando início de paralisação geral da Polícia Civil em todo o Piauí, a partir do dia 3 de abril deste ano. Os sindicalistas denunciam uma série de descumprimentos de itens presentes em acordo judicial no processo de dissídio coletivo de greve (Nº. 2015.0001.004.632-5), por parte do Governo do Estado.

Com a paralisação, os atendimentos nas delegacias de polícia da capital e interior estarão suspensos, boletins de ocorrências e investigações, estando em exceção apenas os casos de estupro, crimes conta a vida: homicídios e latrocínio e crimes contra crianças e idosos.

FONTE: Sinpolpi

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