Rombo na previdência é de 1 bilhão, diz Rafael Fontelles ao TCE/PI

Os números não mentem e nem o secretário de fazenda também, até porque não tem outra saída para o governo estadual a não ser contar verdade. O Estado do Piauí está praticamente quebrado. O que não convence a opinião pública é exatamente o volume da arrecadação que não pára de crescer, mas a matemática do governo apresentada para a sociedade é sempre a negativa. Algo está errado. Talvez entre a cadeira e mesa dos governantes, possa está o problema.

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Secretário de Fazenda do PI, Rafael Fontelles

O Secretário de Fazenda do estado, Rafael Fontelles trás agora os números da falência da previdência do estado Piauí. Mas diante de tanta falta de gestão, deveria o matemático apresentar para o povo uma saída que não fosse a desculpa da tabuada  do desgoverno.

O secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, esteve nesta segunda-feira (30) no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) para reunião com os conselheiros e técnicos da Corte de Contas. A reunião foi solicitada pelo conselheiro Kennedy Barros, relator do processo de prestação de contas do Governo do Estado.

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Secretário Rafael Fonteles apresenta dados da situação fiscal do Estado em reunião no TCE-PI

O presidente do TCE-PI, conselheiro Olavo Rebelo, disse que a reunião era uma oportunidade para os membros e técnicos do Tribunal terem acesso a dados aprofundados sobre a situação contábil e fiscal do Estado. No encontro, Rafael Fonteles falou sobre as receitas e despesas do Estado, sobre o cumprimento das metas fiscais da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) relativas ao segundo quadrimestre de 2017 (maio a agosto) e sobre os empréstimos e o decreto que anulou os empenhos do Estado.

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Presidente do TCE/PI, Olavo Rebelo

Ele disse que o Poder Executivo já ultrapassou o limite prudencial estabelecido pela LRF, que é de 46,55%, ao gastar 46,7% da Receita Corrente Líquida (RCL) com pessoal. Afirmou que o Governo aumentou as receitas próprias e conseguiu reduzir o custeio da máquina, mas o aumento das despesas previdenciárias causa um desequilíbrio nas contas públicas. “Nós gastamos R$ 1,7 bilhão com pagamento de aposentadorias e benefícios previdenciários, mas arrecadamos apenas R$ 700 milhões para este fim. Ou seja, temos aí um déficit anual de R$ 1 bilhão”, disse ele.

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Sede do TCE/PI

Além dos conselheiros do TCE-PI, participaram da reunião técnicos da Dfae (Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual) e da Diretoria Administrativa, e o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Plínio Valente. Representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Estadual, que compõem a Rede de Controle da Gestão Pública no Piauí, também participaram.

FONTE: TCE/PI

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